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Metabolismo de fármacos em idosos

Enquanto o número de medicamentos tomados por idosos aumenta, as funções metabólicas diminuem.

A polifarmácia, definida como o consumo de mais de 5 medicamentos, é uma atitude mais frequente em idosos, os quais apresentam maior prevalência de doenças crônicas e utilizam mais os serviços de saúde em um panorama global. O elevado número de fármacos prescritos, associado ao maior número de doenças aumentam também a probabilidade de consumo desnecessário de medicamentos, cujas combinações farmacológicas representam potenciais perigos de reações adversas e interações medicamentosas. Neste contexto, idosos apresentam maior sensibilidade aos efeitos terapêuticos e adversos dos fármacos do que outras faixas etárias, por este fator o uso racional de fármacos deve ser sempre motivado, visando medidas corretivas e minimizando resultados indesejáveis à qualidade de vida.

No que diz respeito ao metabolismo de idosos, ocorre uma diminuição do metabolismo de alguns fármacos, principalmente com envolvimento de enzimas hepáticas, cuja atividade diminui cerca de 1% ao ano após os 20 anos. Além da eliminação hepática, os fármacos eliminados de forma predominantemente pela excreção renal tendem a apresentar um padrão similar de mudanças farmacocinéticas com a idade.

Tais pacientes frequentemente sofrem de diversas doenças, recebem múltiplos medicamentos e tem funções orgânicas que diminuíram significativamente com o avançar do tempo. Certamente a marcada e progressiva diminuição da função renal implica que a posologia de fármacos excretados pelos rins, em sua maior parte inalterados, deve ser reduzida na população idosa. Por exemplo, um paciente de 70kg e 80 anos requer, em média 70% da dose usual de um paciente de 60 anos. A dose requerida pode ainda ser menor se o paciente idoso tiver baixo peso. Uma depuração deficiente sem ajuste de dose provavelmente contribui para o aumento da frequência e intensidade dos efeitos adversos.

Converse com o seu médico e farmacêutico relatando qualquer tipo de evento adverso que você sentir. Isto poderá auxiliar os profissionais que te acompanham quanto aos passos seguintes do seu tratamento medicamentoso. A equipe da FarmAdere pode auxiliar você! Entre em contato conosco.

Fonte:

PEREIRA, Gonçalves Karine. PERES, Aurélio Marco. LOP, Débora. BOING, Crispim Alexandra. BOING, Fernando Antonio. AZIZ, Marina. D´ORSI, Eleonora. Polifármacia em idosos: um estudo de base populacional. Revista Brasileira de Epidemiologia. Rio de Janeiro, 2017.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbepid/a/HW5m6chDzrqRpMh8xJVvDrx/?lang=pt

TOZER, N.Thomas. ROWLAND, Malcolm. Introdução à Farmacocinética e à Farmacodinâmica: As Bases Quantitativas da Terapia Farmacológica. Porto Alegre: Artmed, 2009

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